terça-feira, 29 de agosto de 2023

103 anos da chegada de Antonio Ferreira da Costa Azevedo


No dia 29 de agosto, completa 103 anos da chegada de ANTÔNIO FERREIRA DA COSTA AZEVEDO.

Nascido no Engenho Trapuá, Nazaré da Mata, no dia 16 de fevereiro de 1882. Era filho de Domingos Ferreira de Souza Azevedo e Josefa Maria de Souza Azevedo. Casou-se em 1904, com Ana Malta da Costa Azevedo, com quem teve oito filhos: João da Costa Azevedo, Maria José de Azevedo Chaves, Domingos da Costa Azevedo, Maria Dolores de Azevedo Moura, Maria Amélia (estes três últimos, nasceram de parto trigêmeo, sendo que Maria Amélia faleceu), Juraci Azevedo da Costa Azevedo Figueiredo, Helena Azevedo de Brito Passos e Pedro da Costa Azevedo.

            Passou parte de sua infância no Engenho onde nasceu. Desde pequeno, recebeu o apelido de “Tenente”, pois, quando criança, nas brincadeiras, só queria ser Tenente. Pouco se importava com os estudos, e, imediatamente deixou o colégio, para assumir a função de encarregado, no Engenho do seu pai, aos quatorze anos de idade. Em 1900, arrendou o Engenho Diamante, do seu cunhado e primo, João Antônio da Costa Azevedo, onde safrejou por oito anos. Depois, arrendou o Engenho Camarazal, onde permaneceu até 1913. Com as economias que fizera em Camarazal, comprou o Engenho Utinga, pertencente ao município de São Lourenço da Mata-PE, cheio de matas, onde, durante quatro anos forneceu lenhas a “Great Western”. Com os lucros dessa atividade, comprou o Engenho Rodízio, e começou a fornecer canas à Usina Mussurepe.

            Em 1917, vendeu o Engenho Rodízio e comprou a Usina Santa Rita (antiga Cumbe), na Paraíba, por 480 contos e fazia dois anos que não moía devido a uma enchente. Reformou a Usina, ampliou o plantio de cana, drenou áreas encharcadas e aparelhou toda a indústria, moendo, com sucesso, durante cinco anos. Nesse período, aumentou as linhas férreas, comprou locomotivas e fez outros melhoramentos. Vendeu a Usina Santa Rita por 2 mil contos, para voltar para Pernambuco, quando comprou, em sociedade, a Usina Catende, ao grupo “Mendes Lima & Cia”.

            Chegando a Catende no dia  29 de agosto de 1920, tomar posse da Usina como sócio gerente. Em 1923, com a saída da primeira firma da sociedade, continuaram as duas últimas, com a razão social de “Costa Oliveira & Irmão” e em 4 de março de 1927, o Tenente adquiriu a parte dos demais sócios e assumiu sozinho a direção da Empresa, sob a firma “A. F. da Costa Azevedo”, tornando-se o único proprietário daquela que viria a ser considerada a maior Usina da América do Sul, em produção e capacidade, possuindo 43 propriedades agrícolas, uma via férrea de 140 Km, 11 locomotivas e 266 vagões. Em setembro de 1933, surgiu a sociedade anônima formada em família, Usina Catende S.A. Seu sistema técnico administrativo foi uma verdadeira revolução em toda a zona canavieira da mata sul de Pernambuco, o que fez várias usinas de açúcar tentarem implantar seu sistema.

            A maioria dos gerentes das usinas procurava Ismael Silva (Sr. Santino), em busca de informações, principalmente do sistema de irrigação. Nas terras da Usina, foi construída uma usina hidrelétrica, projetada por Apolônio Sales (que, depois de trabalhar em Catende, foi Secretário de Agricultura de Pernambuco, Ministro da Agricultura do Governo Vargas e engenheiro da Barragem de Paulo Afonso), a fim de garantir a energia para a Usina.A Usina tinha 3 ternos de moendas Fletecher, que foi complementada, em 1948, com mais 2 ternos, movidos com máquinas a vapor, transformando-se, na época, nas maiores moendas do parque açucareiro nacional. A partir daí, a Usina Catende sempre se manteve como a de maior safra do país. Foi, também, a Catende quem implantou a primeira destilaria de álcool anidro do Brasil, em 1936, construída sob a supervisão do químico Brito Passos.

       O Tenente tornou-se o grande benfeitor e amigo da pequena Vila de Catende. Idealizou a construção de uma usina hidrelétrica, que passou a fornecer eletricidade para as casas dos funcionários residentes na Vila, passando a ter energia 24 horas, quando, pela termelétrica existente, eram, apenas, cinco horas por dia. Anualmente, após o balanço, distribuía uma gratificação aos funcionários. 

            Criou, em Catende, uma espécie de casa da moeda, passando a imprimir “dinheiro”, em cédula de diversas cores, no valor de 200, 500, 1000 e 2000 réis, o “Gabão”, como era conhecido, chegou a recebido em preferência ao dinheiro nacional.

Quando soube que muitos de seus funcionários não eram casados na Igreja, viabilizou a realização de casamentos coletivos no pátio da Usina. 

A partir de 1926, mandou demolir a velha Rua do Triângulo, na Vila Operária, com 39 casas de taipa, e, em substituição, mandou edificar a Rua Siqueira Neto, com 31 casas, e, a Rua 30 de Março, com 21 casas, todas de alvenaria. Em seguida, mandou demolir as velhas Ruas da Levada e do Coqueiro, construindo as Ruas Maximiano Germano de Souza e Augusto Antônio, ambas com 20 casas, cada uma. Depois, no lugar da Rua do Cercado, que tinha 10 casas, construiu a Rua Francisco Ferreira, com 20 casas. Mais tarde, outras ruas foram construídas: Antônio Porto, com 20 casas; Vila Engenheiro Molin, com 90 casas; Rua do China, com 15 casas, em substituição às Ruas do Limão e do Zinco, com 15 casas cada uma. Também, mandou construir diversas casas para os empregados e o prédio da Prefeitura, com o qual gastou, Cr$ 120.000,00, sem levar em conta o material empregado, fazendo doação ao Município. 

Construiu, também, a Policlínica “Gouveia de Barros”, o Lactário, Postos de Puericultura, Postos de Saúde, nos engenhos; o Núcleo dos Escoteiros; distribuição de gêneros alimentícios aos trabalhadores, pelo preço de custo (SODECO), as sedes do Aero Clube, atual Catende Clube e do Centro Operário de Cultura “Leão XIII”, como, também, reformou e ampliou a antiga Capela de Santana, também construiu e doou o prédio do Colégio “Santa Teresinha”.

            Sempre preocupado com a assistência social, dedicou especial atenção aos Ensinos Primário e Profissionalizante, preparando aqueles que seriam seus futuros operários. Construiu o Grupo Escolar “Herculano Bandeira”, no centro da Cidade, e as seguintes escolas: “Amauri de Medeiros”, no Engenho Ouricuri; “Rui Barbosa”, no Engenho “Bomborel”; “José Mariano”, no Engenho Bálsamo; “Marcílio Dias”, no Engenho Campinas; “Manoel Borba”, no Engenho Capricho; “Dantas Barreto”, no Engenho Curupaiti; “Martins Júnior”, no Engenho Souza; “José Maria”, no Engenho Venturoso; “Manoel Pinheiro”, no Engenho Espírito Santo; “Joaquim Nabuco”, no Engenho Planqueta; “Oliveira Lima”, no Engenho Piragibe; “José Bezerra”, no Engenho Santa Cruz; “Barbosa Lima”, no Engenho Tabaiaré.

O Tenente também batalhou em defesa dos operários e dos trabalhadores rurais da Usina Catende. Quando, na época, existia, na zona rural, o famoso “barracão”, que vendia as mercadorias ruins por um preço alto, teve a iniciativa de impedir esse abuso contra o trabalhador, criando um Departamento Comercial, na Usina, com a finalidade de oferecer produtos de boa qualidade e com preços mais baixos para os operários. O lucro obtido pelo Departamento Comercial era destinado às obras sociais mantidas pela Usina.

              Costa Azevedo foi, ainda, o organizador da Sociedade Nordestina de Comércio Ltda, das Novas Indústrias Olinda S.A. e Fazendas Reunidas “Santa Helena”, todas em Pernambuco, como, também, a Sociedade Agropecuária Tamburi, na Bahia, além de outros empreendimentos. 
            Quando o “Tenente” adoeceu, em homenagem ao seu benfeitor, Catende não festejou o carnaval de 1950. E, na madrugada do dia 20 de março do mesmo ano, faleceu em sua residência, à Avenida Rosa e Silva, na capital do Estado de Pernambuco.
 

terça-feira, 22 de agosto de 2023

João da Costa Azevedo


No último dia 18, completou 38 anos do falecimento de João da Costa Azevedo. 

Nascido no dia 7 de novembro de 1904, no Engenho Diamante, em Nazaré da Mata-PE. Filho de Antônio Ferreira da Costa Azevedo (Tenente da Catende) e Ana Malta da Costa Azevedo. Em 1928, foi eleito o primeiro Prefeito de Catende, pelo Partido Republicano de Pernambuco. Formou-se em Direito em 1936, pela Faculdade de Direito do Recife. 

Casou-se, em 1944, com Maria de Lourdes Colaço Ferreira, com quem teve os seguintes filhos, Maria Ferreira, João da Costa Azevedo Filho, Martha Ferreira, Maria de Lourdes e Domingos Ferreira da Costa Azevedo.

            Após a morte de seu pai, ocorrida em 1950, exerceu, durante dois anos, a função de Diretor da Usina Catende, sendo, depois, eleito Presidente da mesma. 

            Durante o período em que permaneceu à frente da Usina, ocorreu a absorção da Usina Pirangi, que foi reequipada, e sua produção foi de 85.625 sacos de açúcar. Essa incorporação ajudou a fortalecer, ainda mais, a Usina Catende. Também, foi durante a sua administração que, a capacidade da Destilaria de Álcool Anidro, foi aumentada de 30 para 40 mil litros e instalado outro aparelho destilador. 

            Em maio de 1965, apesar de ter sido reeleito para a presidência da sociedade, entregou uma carta de renúncia, não assumindo o cargo para o qual foi reeleito. O motivo teria sido os diferentes pensamentos sobre a forma de administração da Usina, por parte dos demais sócios. Preferindo assim, renunciar, ficando apenas, como sócio até 1973, quando a Usina foi vendida. 

                Faleceu no dia 18 de agosto de 1985;

 

sexta-feira, 11 de agosto de 2023

GINÁSIO MUNICIPAL “JOSÉ EUGÊNIO CAVALCANTI” – 74 ANOS

 



 

Com o crescimento da população e o rápido desenvolvimento de Catende, a grande necessidade na época era a continuação gratuita do Curso Primário, e foi através da Lei n.º 48, de 11 de agosto de 1949, sancionada pelo prefeito José Eugênio Cavalcanti, que foi criado, o “Ginásio Municipal de Catende” que hoje o tem como patrono. Porém o Ginásio Municipal de Catende, só se tornou realidade em 1953, devido ao desejo do prefeito João Calu do Nascimento e os esforços de Pelópidas Soares, na época vereador e do Professor Edgar Brito de Almeida.

           Formado o corpo docente, ficou assim constituído: Português, José Estevão de Oliveira; Francês, Dr. Ernesto Caricio de Gouveia; Matemática, Dr. Hélio Vidal de Freitas; Latim, Pe. Egídio Van Will; História do Brasil, Dr. Wilmar Mayrinck; Geografia Geral, Edgar Brito de Almeida; Desenho, Maria Augusta Wanderley Rocha; e Trabalhos Manuais, Beraniza Felipe da Silva.

            Em fevereiro de 1954, foi realizado o exame de admissão, que teve 65 candidatos. O Ginásio foi instalado, oficialmente, no dia 15 de março de 1954, pelo prefeito João Calu do Nascimento e funcionou provisoriamente, à noite no prédio do Grupo “Farias Neves Sobrinho”.

No dia 22 de dezembro de 1957, realizou-se a conclusão da sua primeira turma, quando foram homenageados: Dr. João da Costa Azevedo, Paraninfo; Dr. Lael Feijó Sampaio, Patrono; Prefeito José Eugênio Cavalcanti, Honra ao Mérito; Prof.º Edgar Brito de Almeida (diretor do Ginásio Municipal), Homenageado de Honra; Dr. Albérico do Rego Barros, José Soares da Silva (diretor do Correio de Catende) e vereador Pelópidas Soares, Homenagem Especial; professores: Ernesto Caricio de Gouveia, Josibias Darcy de Castro Cavalcanti, Mário Alves de Souza Melo, Maria Augusta Wanderley Rocha, Zilda Carneiro Viaro e Teresinha de Jesus Barros Lobo, Preito de Gratidão.

Sendo concluintes: Adhemar da Silva Mendonça, Agenor da Silva Mendonça, Amaro Soares da Silva (orador), Edgar Bezerra de Morais, Edvaldo José Wanderley Rocha, Jaaziel Gonzaga da Silva, João Alves Bezerra, João Rodrigues da Silva, Paulo Rogério de A. Melo, Jocelino de Sousa Ribeiro Júnior, José Augusto de Albuquerque Maranhão, José Francisco de Lima, Leda de Albuquerque e Silva, Maria América Silva Mendonça, Maria Consuelo Carneval, Maria Rosa Lins, Milton Luna Feijó de Melo e Vanilde Ferreira de Melo.

Após o falecimento do Sr. José Eugênio Cavalcanti, ocorrido em 28 de fevereiro de 1970, através da Lei 714/1970, aprovada por unanimidade pelos vereadores da época, o Ginásio Municipal de Catende, passou a ser chamado Ginásio Municipal “José Eugênio Cavalcanti”. Em 1971, suas instalações foram reformadas e aumentadas para 15 salas de aula, pelo prefeito Josibias Darcy de Castro Cavalcanti, filho do seu patrono.

          Inicialmente seu fardamento era nas cores caqui e azul, depois passando para as cores verde e branco, que durante muito tempo foi motivo de orgulho para muitos catendenses. Hoje seu fardamento segue o padrão do fardamento escolar da rede municipal de ensino.

 Entre seus diretores(as) passaram nomes como Edith Furtado Marinho (primeira diretora), Dr. Wilmar Mayrinck, Berta Mayrinck, Edgar Brito de Almeida, Maria Augusta Wanderley Rocha, Fernanda Lúcia de Lima e Silva, João Bosco Leitão de Melo, Romilda Maria Cabral de Medeiros, José Pedro Soares Lira, Silas Campos de Oliveira, Josefa Souza Neves da Silva, Sebastião Bacalháo de Barros Lobo Neto, Aracy de Vasconcelos Gama e Teresinha Porto de Azevedo.

 

Letra e música: Josibias Darcy de Castro Cavalcanti

 

            Proclamemos mocidade!

            Mocidade Estudantil;

            Que lutamos na verdade,

            Contra a ignorância hostil.

 

            Refrão: Louros, troféus conquistemos!

                        Nosso estandarte fitemos!

                         Tendo o livro a mão cintilante,

                         Combatamos, unidos avante!

                         Oh, Que ventura estudar!

                         Oh! Que delícia aprender!

                         Se na vida nos falta o saber,

                         Às armas todos... lutar!

 

            Pais e Mestres reunidos

            Mais alento nos trarão;

            Nossos brios denegridos

            Eles não consentirão.

 

            Refrão: Louros, troféus conquistemos! ...







sexta-feira, 4 de agosto de 2023

Jornal "Catende em Foco"




     

            Surgiu neste mês de agosto em Catende, o jornal digital "Catende em Foco", com 23 páginas, idealizado pelo catendense Fábio Santana, tendo como designer gráfico, Carlos André, jornalista responsável e redator-chefe, Jénerson Alves.

Fábio Santana, é um incansável batalhador da imprensa catendense, tendo já publicado os jornais impressos no município, “Catende em Tempo” ; “A Gazetinha”; “Folha de Notícia”; “A Gazeta”. Também foi representante em Catende dos jornais “Diário de Pernambuco”, “Jornal do Commercio”, “Folha de Pernambuco”, “Vanguarda” e do jornal “Extra de Pernambuco”, estes dois últimos do município de Caruaru; Além disso, foi proprietário de uma banca de revistas e apresentador de programas esportivos na “Voz de Catende”, “Serra da Prata FM”, “Rede Farol”, rádio “Ágape” e atualmente na rádio comunitária "Nova Catende FM".

Ficou interessado em receber a edição digital do jornal "Catende em Foco"? É só entrar em contato pelo whatsaap (81) 99393-1577.