quinta-feira, 19 de março de 2026

Paróquia de Sant'Ana 108 anos e Colégio Santa Teresinha 99 anos



O Colégio Santa Terezinha, uma das mais tradicionais instituições de ensino de Catende, chega a um marco histórico significativo: seus 99 anos de fundação. Sua história remonta à passagem do Pe. Abílio Galvão, por aqui, quando idealizou a criação de um colégio católico que fosse dirigido por religiosas — proposta que foi prontamente acolhida pela comunidade paroquial.

A iniciativa contou com o decisivo apoio do então proprietário da Usina Catende, Antônio Ferreira da Costa Azevedo, e de seu filho, João da Costa Azevedo, que doaram o prédio e todo o material necessário para o funcionamento da escola. Assim, durante as festividades de São José, no dia 19 de março de 1927, foi oficialmente fundado o colégio, sob a direção das Irmãs da Congregação Franciscana de Nossa Senhora do Bom Conselho, tendo como primeira supervisora a Madre Maria das Dores.

Inicialmente instalado na rua Bela Aurora, em um prédio reformado pela Usina Catende (local onde hoje se situa o antigo Grupo da Usina), o colégio rapidamente se consolidou. Já no dia 5 de abril de 1927, contava com cerca de 50 alunas matriculadas. Posteriormente, a usina doou um terreno próximo à Igreja Matriz de Sant’Ana, além de todo o material necessário para a construção de sua sede própria.

Desde o início, o Colégio Santa Terezinha destacou-se pela qualidade e diversidade do ensino oferecido. Além do Jardim de Infância e do Curso Primário, oferecia também o Curso Complementar, com disciplinas como Francês, Álgebra, História da Civilização, História da Literatura Brasileira, Datilografia, Cosmografia e Corografia. Na área artística, proporcionava formação em música — com aulas de piano, violino, bandolim e órgão — além de pintura.

Ao longo de quase um século, o Colégio Santa Terezinha tornou-se um verdadeiro berço de formação educacional, cultural e humana, por onde passaram inúmeras gerações de catendenses, contribuindo de forma decisiva para o desenvolvimento da cidade.

É importante destacar que sua fundação é anterior à própria emancipação política de Catende, o que reforça ainda mais sua relevância histórica. Celebrar seus 99 anos é reconhecer não apenas a trajetória de uma instituição de ensino, mas também um capítulo fundamental da memória e da identidade do povo catendense.


 


Há 108 anos, nascia oficialmente uma história de fé, devoção e identidade que se confunde com a própria história de Catende.

Tudo começou de forma simples, mas profundamente significativa. Ainda em 1875, movidos pela fé, homens e mulheres iniciaram a construção de uma pequena capela, no mesmo solo onde, um ano antes, havia sido celebrada a primeira missa. Sob a liderança do Capitão Levino e com a colaboração dos engenheiros da estrada de ferro, aquele pequeno templo erguia não apenas paredes, mas os alicerces espirituais de um povo.

A escolha de Sant’Ana como padroeira não foi por acaso — foi um gesto de amor e devoção, inspirado pela fé de uma jovem, filha de um engenheiro, que tocou o coração de toda a comunidade. E assim, em 26 de julho de 1879, uma multidão emocionada acompanhou, em procissão desde Palmares, a chegada da primeira imagem de Sant’Ana. Ali, entre lágrimas, cânticos e esperança, nascia um símbolo eterno de fé para Catende.

Com o passar dos anos, a pequena capela tornou-se insuficiente para acolher tantos corações fervorosos. E foi com esforço coletivo, dedicação e amor — especialmente de figuras como Dona Marieta Siqueira — que uma nova igreja começou a surgir, ampliando não apenas o espaço físico, mas também a presença viva da fé no cotidiano do povo.

Então, em 19 de março de 1918, esse sonho ganhou forma definitiva: por decreto, era criada a Paróquia de Catende. Um marco histórico que elevou aquela comunidade a um novo patamar de organização religiosa e espiritual. Pouco tempo depois, o primeiro vigário, Pe. Antônio Lagreca, chegava para conduzir o rebanho, celebrando a primeira missa paroquial diante de uma multidão cheia de esperança.

Desde então, a paróquia cresceu, se fortaleceu e se transformou. Passou por dioceses, acolheu pastores, viveu reformas, desafios e conquistas.

Ao longo de mais de um século, foram incontáveis batizados, casamentos, crismas, celebrações e despedidas. Foram gerações inteiras que encontraram, naquele espaço sagrado, consolo, força e sentido para suas vidas.

E que emoção recordar que, no ano de 2001, pela primeira vez, um filho desta terra foi ordenado sacerdote dentro da própria Matriz — sinal vivo de que a fé plantada lá atrás continua dando frutos.

Celebrar os 108 anos da Paróquia de Sant’Ana é celebrar a perseverança de um povo, a força de uma tradição e a presença constante de Deus na caminhada de Catende.

Mais do que um templo de pedra, esta paróquia é feita de histórias, de memórias e, sobretudo, de amor.

Parabéns, Paróquia de Sant’Ana!
108 anos sendo luz, acolhida e fé viva no coração do nosso povo.


domingo, 1 de fevereiro de 2026

Primeira Missa e Padre André



Hoje, 1º de fevereiro de 2026, nosso coração católico catendense se enche de gratidão, memória e fé.

Há exatamente 152 anos, neste mesmo dia — e por uma bela coincidência, também em um domingo —, esta terra foi abençoada pela celebração da primeira Santa Missa, realizada no local onde hoje se encontra a Praça de Sant’Ana.

Ali, sob o céu aberto e entre o povo simples e cheio de esperança, o Frei Capuchinho Estevão Maria de Hungria elevou o Corpo e o Sangue de Cristo, reunindo uma multidão que, sem saber, assistia ao nascimento espiritual de Catende. Naquele mesmo dia, aconteceu também a primeira feira, e esta data passou a ser reconhecida como a fundação do povoado, ainda que já houvesse uma povoação anterior e que o Capitão Levino do Rego Barros seja lembrado como seu fundador.

Anos depois, em 26 de julho de 1879, nossa fé se fez ainda mais visível com a inauguração da primeira igreja, celebrada com uma grande procissão vinda da cidade de Palmares. E, em 1918, Catende alcançava a maturidade eclesial ao tornar-se Paróquia, tendo como primeiro pároco o Padre Antônio Silvério Lagreca.

Ao longo de mais de um século, muitos sacerdotes passaram por esta terra, deixando marcas de fé, serviço e amor. Mas hoje, de modo muito especial, nossa memória se volta para um homem que se confundiu com a própria história de Catende: o inesquecível Padre André, cujo 104º aniversário de nascimento celebramos neste mesmo dia.

Nascido em 1º de fevereiro de 1922, na cidade de Rotterdam, na Holanda, Padre André foi ordenado sacerdote em 8 de novembro de 1945. Homem de inteligência brilhante e coração generoso, era poliglota, músico, professor e engenheiro. Mas, acima de tudo, foi um pastor incansável, que amou profundamente esta terra e seu povo.

Foi ele o responsável pela reforma e ampliação da Igreja Matriz de Sant’Ana, da casa paroquial, pela construção da Igreja de São Francisco e do Centro Comunitário, no bairro da Nova Catende — obras que permanecem como sinais concretos de sua visão e dedicação.

Seu talento também ecoou na música e na cultura: é autor da música do Hino Municipal de Catende, do Hino do Colégio Santa Terezinha, da letra do Hino do Colégio Costa Azevedo, da letra e música da Marcha dos Atiradores do Tiro de Guerra 07.012 e do Hino Oficial do XII Congresso Regional das Congregações Marianas do Nordeste, realizado aqui em Catende, em 1996.

Na educação, deixou um legado igualmente grandioso. Foi professor e diretor de diversas escolas da Mata Sul de Pernambuco, entre elas o Colégio Diocesano de Palmares e o Colégio Costa Azevedo, em Catende. Serviu também como secretário municipal de Educação dos municípios de Catende e Tamandaré, sempre com zelo, competência e amor à juventude.

Em reconhecimento a tudo o que realizou, em 28 de novembro de 1970, recebeu, juntamente com o saudoso Padre João, o título de Cidadão Honorário de Catende. Despediu-se desta terra em 1º de março de 2001, mas jamais saiu da memória e do coração do povo.

Padre André faleceu em 28 de julho de 2005, no Recife, onde repousa no túmulo da Congregação do Sagrado Coração de Jesus, no Cemitério da Várzea. Seu nome segue vivo em duas escolas que o homenageiam: uma no Engenho São José da Prata, em Catende, e outra no Presídio de Palmares — símbolos de que sua missão ultrapassou muros e gerações.

Por tudo o que realizou ao longo de mais de trinta anos entre nós, por sua fé, seu serviço, sua inteligência e, sobretudo, por seu amor a Catende, elevamos hoje uma prece de gratidão.

Com emoção, respeito e saudade, digamos juntos, do fundo do coração: MUITO OBRIGADO, PADRE ANDRÉ

 

 

Catende, 1º de fevereiro de 2026

Eduardo Menezes


 

domingo, 27 de abril de 2025

Ata da primeira reunião para organização do Catende Club

     *Digitação conforme a ata original 


    As vinte e duas horas do dia dezoito do vigente mês, em a residencia do Dr. Manuel Coimbra, presentes os srs. Manuel Marques, Phcº José Louernço Rodrigues, Dr. Manuel Coimbra, Justiniano Lacerda, Lujiz Portéla, Dr. Manuel Martins, Vicente Ramos, Alvaro Lins e Aurino Aciole Lins, foi aclamado pelo Sr. Vicente Ramos o Phcº José Lourenço Rodrigues para expor o motivo da reunião, passando este a palabra ao Dr. Manuel Martins, o qual declarou que a causa da secção tinha como alvo a organização e fundação do Catende Club iu Nucleo Recreativo que, em o ano de 1933 fora adventada a idéa de uma agremiação recreio social por varios elementos da escol catendense, ficando... até então sob o maior indiferentismo, voltando a baila o desejo de ser levada a efeito o Catende Club. Encerrando este diz, que, no momento devve ser orga nizado uma Diretoria Provisória, afim de melhor ser considerado as sugestões e debates ocasionados. Imediatamente propõe o Sr. Vicente Ramos o Phcº José Lourenço Rodrigues para presidente, o Sr. Manuel Marques para tezoureiro e pelo presidente aclamado o Sr. Luiz Portéla para servir de secretário, tendo sido unanimente aprovados e empossados na Diretoria Provisória.

    Aberta a seção, solicigta o secretário do Dr. Presidente a leitura de uma proposta por ele formulada: relatando que os membros fundadorers e organizadores para melhor exemplo deveriam subscreber uma quota de sacrificio de 150 ou 200$000, bem assim ser obsignado quanto antes o dia o local para eleição e posse das diretorias, as quais deveriam serem designados uma de honra e outra efetiva, compondo-se esta de Presidente e vice, Orador e vice, Tezoureiro, Diretor, 1º e 2º Secretarios e 3 vogais auxiliares, extensivos a senhoras e senhorinhas. Igualmente advertiu que seria necessário o Sr. Presidente designar comissões para confecção dos estatutos e para estudos sobre a melhor maneira e mais interessante à sociedade, da negociação do proprio pertecente ao Catende Club. Apartando o Sr. Vicente Ramos, declara que, a proposta apresentanda pelo secretário é digna de acolhimentom discordando da mesma sobre o trecho final das comissões, e, que o caso em apreço seria necessário após a eleição e posse da Diretoria efetiva, designando no momento o próximo domingo 24 no Cinema Guarani para a eleição e posse da Diretoria, Verberando o Sr. Manoel Marques, lembra que fundada a agremiação, deve ser apresentado aos assistentes a lista para subscrição da quota de sacrifio, inspirada pelo Sr. Luiz Portéla e, por em pratica a transação do predio da sociedade, por ter sido o mesmo condenado por alguns membros do Catende Club e igualmente o levantamento de um outro local que ofereça aos seus associados comodidade, luz e ar e, que para isto se preciso for a Diretoria assumir a responsabilidade de um empréstimo para a conclusão do mesmo.

    Aprovado a sugestão do Sr. Vicente Ramos, e, nada mais havendo a tratar foi pelo Sr. Presidente encerrada a seção.

    Da a traçada aos dezoito dias do mês de março de 1935.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2025

Danilo dos Ideais, homenageado da Mulher da Sombrinha 2025...

 


Dan Henry


Nas primeiras horas da noite de 7 de janeiro de 1984, nascia em Catende um talento que marcaria a história musical da cidade. Danilo Henrique Domingos Figuerêdo veio ao mundo na Unidade Mista Dr. João Mayrinck, filho de David de Souza Figuerêdo e Jacy Domingos Figuerêdo. Cresceu entre as ruas e as melodias da sua terra natal, passando sua infância na Rua 15 de Novembro e iniciando seus estudos na Escola Bom Conselho.


A música estava em seu sangue. Seu pai, conhecido como David dos Ideais, foi a grande inspiração para que Danilo se apaixonasse pela arte musical desde cedo. Seu talento floresceu rapidamente, levando-o a realizar sua primeira apresentação no Cine Teatro Diamante, um palco simbólico para os catendenses.


Danilo mudou-se para a capital pernambucana em 2009, onde cursou Licenciatura na Escola de Música do Recife. Durante esse período, dedicou-se ao ensino, compartilhando seu conhecimento e paixão pela música com alunos de escolas públicas de Rio Formoso e particulares do Recife. Mas, apesar de sua profissão de educador, seu coração pulsava mais forte quando estava nos palcos, como músico.


O ano de 2014 marcou um novo capítulo em sua trajetória. Danilo passou a integrar a banda do saudoso Marcos Catende, tornando-se uma presença constante nas apresentações do icônico bloco "A Mulher da Sombrinha". A emoção de tocar para a multidão no carnaval de Catende era algo que ele carregava com orgulho, sentindo-se parte viva da tradição que embalava foliões ano após ano.


Neste mesmo ano, um novo desafio e uma grande responsabilidade surgiram: dar continuidade ao legado musical de seu pai. Com a partida de Hélio, Danilo assumiu a missão de manter viva a essência dos Ideais, formando uma nova dupla ao lado de seu pai. A música, para ele, não era apenas som e melodia, mas uma expressão da alma, um elo com sua história e sua identidade.


Ao longo de sua trajetória, Danilo não apenas tocou e cantou, mas também compôs. Sua dedicação foi reconhecida e homenageada no município de Rio Formoso, onde seu talento também encontrou espaço para brilhar.


Infelizmente, no dia 22 de fevereiro de 2024, sua música silenciou. Danilo partiu, deixando uma saudade imensurável no coração dos amigos, familiares e de todos que tiveram o privilégio de conhecê-lo e ouvi-lo tocar. Mas, mesmo ausente fisicamente, sua melodia segue viva, ressoando nos acordes que embalam o carnaval de Catende.


Hoje, um ano após sua partida, o bloco "A Mulher da Sombrinha" lhe rende esta justa e emocionada homenagem. Pois a música não morre, e Danilo, com sua arte e paixão, permanecerá para sempre entre nós, como uma eterna nota que jamais se apaga na sinfonia da história catendense.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2025

Mulher da Sombrinha - 42 anos

42 anos de tradição e folia!


À meia-noite de 12 de fevereiro de 1983, a lenda catendense da linda loira de sombrinha que encantava os operários da Usina Catende ganhou vida. O que era apenas uma brincadeira de amigos – Jorge Benjamim, “Fi”, Inácio, Tomires e “Vinho” – para curtir o carnaval daquele ano, se transformou em um dos maiores blocos carnavalescos do interior de Pernambuco!  


O cortejo partiu das imediações do Colégio Estadual Mendo Sampaio, levando uma boneca de estrutura simples – feita de madeira e com cabeça de mamão – ao som de uma pequena orquestra de três músicos: Vicente Tavares (pistão), Bili (surdo) e Nerinha (tarol). Subindo a Rua Pedro Cássio, tentaram parar em frente ao Cemitério da Sagrada Família, mas foram impedidos pelo guarda municipal. Sem desanimar, seguiram pelas ruas de Catende, Padre Félix Barreto, Luiz Duca Filho, Bela Aurora, México 70, Coronel Mendo Sampaio, José Soares, até serem notados pelo então prefeito Odorico Freire Jr.  


O desfile continuou pela Rua Ismael Silva, 15 de Novembro, Vigário Lagreca e Praça Coração Eucarístico, onde, sem imaginar a grandiosidade que viria, os foliões se dispersaram, deixando para trás o nascimento de um patrimônio cultural imaterial do Estado de Pernambuco!


Hoje, 42 anos depois, o Bloco da Mulher da Sombrinha arrasta multidões, preservando nossa identidade e fortalecendo o frevo e a cultura popular. Viva a tradição, viva o carnaval de Catende! 


#MulherDaSombrinha #42AnosDeHistória #CarnavalDeCatende #Frevo #CulturaPernambucana






segunda-feira, 23 de dezembro de 2024

67 Anos da Primeira Turma de Concluintes do Ginásio Municipal de Catende



No dia 22 de dezembro de 2024, celebramos com saudade e orgulho os 67 anos da formatura da primeira turma do Ginásio Municipal de Catende. Idealizado em 1949 e concretizado em 1954, foi fruto do empenho de lideranças visionárias, como os prefeitos José Eugênio Cavalcanti e João Calu do Nascimento, bem como do vereador Pelópidas Soares. Suas portas, inicialmente abertas no prédio do Grupo "Farias Neves Sobrinho", acolheram uma juventude que ansiava por conhecimento e crescimento pessoal.

A programação da formatura da turma de pioneiros foi repleta de solenidade e emoção: um culto de ação de graças na Igreja Presbiteriana, uma missa na Matriz de Sant’Ana, e, finalmente, a cerimônia de entrega dos certificados no salão nobre da Prefeitura, coroada com um baile no Áero Clube de Catende, ao som de uma animada orquestra. 

A turma de 1957 foi composta por jovens determinados, que abriram caminhos para as gerações futuras: Adhemar da Silva Mendonça, Agenor da Silva Mendonça, Amaro José Soares da Silva, Edgar Bezerra de Morais, Eduardo José Wanderley Rocha, Jaaziel Gonzaga da Silva, João Alves Bezerra, João Rodrigues da Silva, Paulo Rogério de Albuquerque Melo, Jocelino de Sousa Ribeiro Júnior, José Augusto de Albuquerque Maranhão, José Francisco de Lima, Leda de Albuquerque e Silva, Maria América Silva de Mendonça, Maria Consuelo Carneval, Maria Rosa Lins, Milton Luna Feijó de Melo e Vanilde Ferreira de Melo. Cada um desses nomes carregou consigo o orgulho de ser parte de uma história tão significativa.

As homenagens daquele ano ficaram gravadas na memória coletiva de Catende. O Dr. João da Costa Azevedo foi o paraninfo, representando o apoio e a admiração da sociedade. O prefeito José Eugênio Cavalcanti, com seu compromisso visionário, recebeu a Honra ao Mérito. O Professor Edgar Brito de Almeida, diretor do Ginásio, foi o Homenageado de Honra, reconhecido por seu papel de liderança.

Também foram dignamente lembrados Dr. Albérico do Rego Barros, José Soares da Silva e o vereador Pelópidas Soares, além dos dedicados professores Ernesto Carício de Gouveia, Josibias Darcy de Castro Cavalcanti, Mário Alves de Souza Melo, Maria Augusta Wanderley Rocha, Zilda Carneiro Viaro e Teresinha de Jesus Barros Lobo, que dedicaram seus talentos à formação daqueles jovens.

Hoje, ao rememorarmos essa data histórica, homenageamos não apenas os concluintes, mas todos aqueles que acreditaram na força transformadora da educação. O Ginásio Municipal de Catende foi mais do que um espaço de ensino: foi o berço de sonhos, conquistas e valores que ecoam até hoje em nossa comunidade.

Que a memória dessa primeira turma nos inspire a continuar investindo em educação e a celebrar o legado de pioneirismo e dedicação que marcou aquele 22 de dezembro de 1957.

domingo, 11 de agosto de 2024

GINÁSIO MUNICIPAL "JOSÉ EUGÊNIO CAVALCANTI" - 75 anos...

 


Criado em 1949 pela Lei n.º 48, sancionada pelo saudoso prefeito José Eugênio Cavalcanti, o ginásio só tomou forma em 1953, fruto do desejo do prefeito João Calu do Nascimento e dos esforços do vereador Pelópidas Soares. Era um tempo em que a cidade, em plena expansão, clamava por uma continuação gratuita do ensino primário, para as famílias que ansiavam por um futuro melhor para seus filhos.

O corpo docente, composto por professores de renome, como José Estevão de Oliveira e Dr. Ernesto Caricio de Gouveia, foi a alma do ginásio, enchendo de esperança os corações dos alunos. Em 15 de março de 1954, o ginásio abriu oficialmente suas portas, ainda que provisoriamente no prédio do Grupo "Farias Neves Sobrinho", e em dezembro de 1957, viu sua primeira turma de formandos, jovens que carregaram consigo não apenas o conhecimento, mas também o orgulho de terem feito parte de algo grandioso.

Cada nome, cada rosto daquela turma inaugural, ressoa até hoje como um testemunho de tempos que, embora distantes, permanecem vivos na memória de Catende. E como esquecer as figuras homenageadas naquela primeira conclusão? O Dr. João da Costa Azevedo, o prefeito José Eugênio Cavalcanti, o Prof. Edgar Brito de Almeida, entre outros, que com tanto carinho e dedicação, ajudaram a moldar o destino de tantos jovens.

O ginásio, que em 1970 passou a ostentar o nome de José Eugênio Cavalcanti em tributo ao seu visionário idealizador, tornou-se um símbolo de orgulho para a cidade. As cores verde e branco do uniforme, carregadas de significado, e o hino composto por Josibias Darcy de Castro Cavalcanti, continuam a evocar uma época em que a educação era a promessa de um amanhã mais brilhante.

Os primeiros diretores, como Edith Furtado Marinho, Dr. Wilmar Mayrinck, Berla Lima Mayrinck, Edgar Brito de Almeida e Maria Augusta Wanderley Rocha, são lembrados não apenas por sua liderança, mas por terem sido guardiões de um legado que continua a inspirar gerações. Cada detalhe dessa história é uma lembrança doce e nostálgica de um tempo em que o futuro se desenhava com fé e determinação, no coração de uma pequena cidade que acreditava na força transformadora da educação.

Minha jornada no Ginásio iniciou em 1993, quando ingressei na quinta série, sob a direção de Aracy Gama. 

Tive a sorte de participar de momentos únicos. Em 1999, conclui o antigo segundo grau. Foi também nesse ano que tive o privilégio de viver as Bodas de Ouro do ginásio, um evento que celebrou cinco décadas de dedicação à educação. Estava lá como aluno, orgulhoso de fazer parte daquela história.

Agora, ao olhar para trás, percebo o quanto o tempo passou. Hoje, como professor, estou novamente aqui, celebrando as Bodas de Brilhante, 75 anos de uma jornada repleta de conquistas, desafios e, acima de tudo, de um legado que continua a influenciar tantas vidas. Sob a gestão de Denise Figueiredo, sinto-me honrado por contribuir para a continuidade dessa história.

O Ginásio Municipal "José Eugênio Cavalcanti" é mais do que um local de aprendizado; é um símbolo de crescimento e transformação, não só para mim, mas para toda a comunidade de Catende. Celebrar esses 75 anos é reviver cada momento, cada conquista, com uma profunda gratidão e uma nostalgia que aquece o coração.