quarta-feira, 13 de setembro de 2023

Centro Operário de Cultura Leão XIII - 82 anos de fundação

 


Tudo começou em 1941, quando o coletor estadual Jaime Albuquerque, recém-chegado à Catende, percebendo que escassa a prática de esportes, teve a ideia de criar um time de futebol.

Dessa forma, Jaime falou do seu desejo com Pelópidas Soares, que de imediato aprovou a ideia e em pouco, tempo mais catendenses foram aderindo, dentre eles o então prefeito Álvaro Lins e o Promotor Público da recém-criada Comarca de Catende, Melquiades Montenegro, a Usina Catende, também viu tudo com bons olhos.

Com isso, foi organizada uma reunião na sede R.C.A – Rádio Cultural Artística, localizada, na Rua Bela Aurora, com a presença de vários operários da Usina Catende e pessoas da sociedade, entre elas Manoel Soares, Melquiades Montenegro, Manoel de Barros, João Candido, Pelópidas Soares, Sebastião Félix e Diocleciano dos Santos. Dessa forma, foi fundado no dia 13 de setembro de 1941, uma nova organização cultural no município.

Jaime expôs sua ideia de criação de uma associação que não cuidasse apenas de futebol, mas também de estudos sociais, aceita por todos os presentes, ficou acertada a contribuição semanal por parte dos sócios, o valor de 100 reis. Mais adiante, voluntariamente, todos concordaram em contribuir com 200 reis.

Manoel Soares sugeriu que o centro esportivo cultural, fosse chamado Centro Operário de Cultura e Melquiades Montenegro, acrescentou Leão XIII em homenagem ao Papa autor da Encíclica Rerum Novarum, ficando a denominado Centro Operário de Cultura Leão XIII”, com o objetivo de desenvolver intelectualmente os jovens e os operários de Catende, ensinado noções de moral, religião, medicina e educação física.

Seu primeiro presidente foi o serralheiro mecânico e chefe das oficinas da Usina Catende, Manoel de Barros e Silva, tendo Jaime Albuquerque como Diretor de Desportos e Técnico do Time, até março de 1952, quando passou a direção para Teobaldo. O “Leão XIII” funcionava em uma casa na Rua da Saudade, 87, com reuniões regulares e uma biblioteca, chegando a ser (registrada no Instituto Nacional do Livro, sob o nº 4.924, em maio de 1952), além de serviços médicos gratuitos para seus associados.

Nos primórdios, os jogos eram realizados no “Campo da Saudade”, localizado na mesma rua, tendo seu muro construído em 1945.

Em comemoração ao 5º aniversário de fundação do Centro, no dia 13 de setembro de 1946, foi lançada a pedra fundamental da construção da sua sede. A partir de 1947, o Leão XIII, podia enfrentar qualquer time do interior de Pernambuco e da capital, pois encontrava-se filiado à Federação Pernambucana de Desportos (FPD).

A inauguração de sua sede social aconteceu no dia 1º de maio de 1948, um majestoso prédio, doado pelo Sr. Antonio Ferreira da Costa Azevedo, O Tenente. Grande festa houve em Catende neste dia, missa, desfile das escolas, do Centro dos escoteiros e da Filarmônica Catendense que tocou o hino do Leão XIII, também ocorreram várias girândolas, discursos e um baile.

A fita simbólica foi cortada pela Sra. Maria de Lourdes da Costa Azevedo, esposa de João da Costa Azevedo, abrindo as portas da nova sede aos operários de Catende. A sede foi benta pelo vigário da paróquia, padre Antonio de Barros.

Em 1949, a arrecadação semanal do Leão XIII”, era em média 800 a 900 cruzeiros, sendo descontado 1 cruzeiro por associado. Dessa arrecadação, era feito o pagamento ao gerente, zelador da sede e do campo, prêmios aos jogadores, promoção de festas e jogos, como também a compra de materiais desportivos.

Com a morte do “Tenente” em março de 1950, o “C. O. C. Leão XIII” prestou uma justa homenagem ao seu grande benfeitor, na ocasião da inauguração do Salão Nobre do Clube, onde foram colocadas fotografias de Antonio Ferreira da Costa Azevedo e do seu patrono, o Papa Leão XIII. Também o Campo da Saudade, passou a ser chamado “Estádio Costa Azevedo”.

Ao longo dos anos, o “Leão XIII” organizou vários concursos, como o Miss Beleza e Miss Primavera. No assunto futebol, foi um verdadeiro sucesso.

O time do “Leão XIII” sempre teve, em seus quadros, grandes jogadores, entre eles “Tamborete”, Teobaldo, que também foi goleiro do Náutico e do Santa Cruz por onde foi campeão pernambucano em 1946, “Lú”, Abdoral, Nelson, Geraldo e Everaldo, este último, nasceu em Catende, no dia 11 de junho de 1949, depois de jogar no Leão XIII, jogou no São Paulo-SP, onde foi campeão paulista em 1970 e 71 e vice campeão brasileiro em 1971; Bahia-BA; Barcelona do Equador; Atlético-PR; Valência da Venezuela; Operário-MS; Grêmio-RS; Atlético-MG, onde foi campeão mineiro em 1978 e Comercial-RS, faleceu no dia 20 de janeiro de 2001, em Ponta Porã-MS.

Em épocas áureas, recebeu, em dezembro de 1954, uma numerosa delegação do Clube Náutico Capibaribe, a partida de futebol foi realizada no dia 15, daquele mês, tendo, como preliminar, uma disputa entre os cronistas recifenses e o time de veteranos local, que terminou com a vitória dos cronistas por 2 x 1. O jogo principal foi marcado pelo equilíbrio do time alvirrubro e do “Leão XIII”, que incentivado pela torcida local, conseguiu empatar, a partida que terminou 2 x 2.

Nas décadas de 1940 e 1950, além de jogar com os times locais e vários times do interior de Pernambuco, jogou, várias vezes, com o Santa Cruz, Náutico e Sport. Jogou, ainda, com o “Treze de Campina Grande” e o “Madureira”, do Rio de Janeiro, entre outros.

Foi o primeiro Campeão de Futebol das Usinas de Pernambuco, em 1958.

A partir da segunda metade da década de 1960, aquele que foi considerado o bicho papão do interior e que tinha projetado o nome de Catende no futebol pernambucano, entrou em crise e começou a perder sua fama e prestígio.

Em junho de 1985, a Usina Catende doou, ao C.O.C. “Leão XIII”, a sua sede; o terreno; como, também, o terreno e as benfeitorias da quadra de esportes, sendo Presidente, na época, Hélio Luiz F. Galvão.

Atualmente, o clube possui uma quadra de esportes, piscinas, sauna e o Estádio de Futebol “Antiógenes Chaves”, localizado no Bairro da Nova Catende, com capacidade para 1.200 espectadores.


                                

                                

                            

                            

sábado, 2 de setembro de 2023

Usina Catende e Cine Teatro Diamante


            Hoje, estamos recordando os 131 anos de fundação da Usina Catende - 02/09/1892 e os 65 anos de inauguração do Cine Teatro Diamante - 02/09/1958.

Construída pelo inglês Carlos Sinden, em sociedade com seu sogro, Felipe Paes de Oliveira, ambos proprietários do Engenho Catende e outros engenhos da região. A usina teve como nome inicial, “Usina Correia da Silva”, em homenagem a José Antônio Correia da Silva, que assumiu o governo de Pernambuco em 23 de outubro de 1890. À Usina Catende, foram incorporados os Engenhos Catende, Ouricuri e Niterói, pertencentes a Felipe Paes de Oliveira, e Monte Alegre, Granito, Permanente, Bela Aurora, Gameleira, Gameleirinha e Barro Vermelho, que eram de propriedades de Carlos Sinden.

Quando teve início a assinatura de decretos para concessão de empréstimos, tendo, como objetivo, a fundação de usinas, um desses documentos, assinado em 24 de março de 1891, foi outorgado à Usina Catende, que estava em construção. Com contrato lavrado, no Tesouro, em 3 de abril do mesmo ano, foi concedido empréstimo, em apólices de emissão especial, para fundação de engenhos-centrais, a juros de 7% ao ano, no valor de 250.000$000 (duzentos e cinquenta contos de réis).

A Usina Catende teve a sua primeira moagem no dia 2 de setembro de 1892, quando suas ferragens foram bentas pelo Pe. Sebastião Bastos (Vigário de Palmares). 

O nome “Correia da Silva”, assim como a Usina não tiveram sucesso, sendo esta sempre chamada pelo nome de Catende, devido ao nome do Engenho onde foi montada. Naquela época, dentre as usinas enumeradas pelo Estado de Pernambuco, deixaram de cumprir com seus compromissos as seguintes Usinas: Coelho, Lustosa, Guerra e Correia da Silva. Mas, as garantias cobriam o valor dos débitos. Em pouco tempo, a Usina se mostrou um verdadeiro fracasso, obrigando os seus fundadores a entregá-la aos credores, tendo, o Banco de Pernambuco, como o seu maior credor. 

Em 1896 a Usina foi adquirida por Joaquim José Coimbra. Em 1905, passa a ser propriedade da firma “Mendes Lima & Cia”, representada por Joaquim Lima de Amorim, que, em 1912, a reformou completamente, elevando a capacidade de moagem de 200 para 1.000 toneladas diárias. Para o transporte da matéria-prima, existiam cerca de 16 km de via férrea, servida por três locomotivas. 

O grupo “Mendes Lima & Cia” era formado por comerciantes, e só lhes interessava vender o açúcar e não fabricá-lo. Então, negociaram com um grupo de usineiros, sendo a Usina adquirida por “Costa, Bandeira & Cia.”, firma que faziam parte: “Herculano Bandeira & Cia” (proprietários da Usina Mussurepe); “Bandeira & Irmãos” (proprietários da Usina São José); “Oliveira & Irmão” (consignatária de açúcar de várias usinas de Pernambuco); e “A. F. da Costa Azevedo”. Para dirigir a Usina, foi escolhido Antônio Ferreira da Costa Azevedo, proprietário, na época da Usina Santa Rita, na Paraíba. 

            Em 1923, com a saída da primeira firma da sociedade, continuaram as duas últimas, com a razão social de “Costa Oliveira & Irmão”, em 4 de março de 1927, o Tenente adquiriu a parte dos demais sócios e assumiu sozinho a direção da Empresa, sob a firma “A. F. da Costa Azevedo”, tornando-se, assim, o único proprietário da Usina Catende. Foi aí que começou a era de renovação e progresso da Usina Catende. 

        Em 1929, a Usina passou a ser considerada a maior do Brasil, em produção e capacidade, possuindo 43 propriedades agrícolas, uma via férrea de 140 Km, 11 locomotivas e 266 vagões. Em setembro de 1933, surgiu a sociedade anônima formada em família, Usina Catende S.A. Seu sistema técnico administrativo foi uma verdadeira revolução em toda a zona canavieira da mata sul de Pernambuco, o que fez várias usinas de açúcar tentarem implantar seu sistema.

A maioria dos gerentes das usinas procurava Ismael Silva (Sr. Santino), em busca de informações, principalmente do sistema de irrigação. Nas terras da Usina, foi construída uma usina hidrelétrica, projetada por Apolônio Sales (que, depois de trabalhar em Catende, foi Secretário de Agricultura de Pernambuco, Ministro da Agricultura do Governo Vargas e engenheiro da Barragem de Paulo Afonso), a fim de garantir a energia para a Usina. A Usina tinha 3 ternos de moendas Fletecher, que foi complementada, em 1948, com mais 2 ternos, movidos com máquinas a vapor, transformando-se, na época, nas maiores moendas do parque açucareiro nacional. A partir daí, a Usina Catende sempre se manteve como a de maior safra do país. 

Foi, também, a Catende quem implantou a primeira destilaria de álcool anidro do Brasil, em 1936, construída sob a supervisão do químico Brito Passos.

            Após a morte de Antônio Ferreira da Costa Azevedo, em 1950, a Usina Catende possuía uma capacidade industrial para fabricação de 1 milhão de sacos de açúcar, uma destilaria de álcool anidro, 36 mil hectares de terra, 165 Km de estradas de ferro, 25 locomotivas a vapor e 82 engenhos de cana de açúcar. Assumiu a direção, o seu filho mais velho, João da Costa Azevedo, sendo, depois, eleito Presidente da empresa, permanecendo até maio de 1965, quando renunciou à presidência da sociedade. Foi durante sua gestão que a Usina Catende absorveu a Usina Piranji e seus dez engenhos. Na safra de 1950/51, a Usina Catende produziu 642.857 sacos, sendo a maior produção do Estado. Na safra de 1955/56, produziu 866.277 sacos.

            De 1950 até 1959, a Usina Catende sofreu as mais radicais reformas, pois quase toda sua ferragem antiga foi substituída por ferragem nova. Conseguindo quase dobrar a produção de açúcar e quase triplicar a produção de álcool, pois a antiga destilaria foi reformada e ampliada, suas dornas de fermentação foram substituídas por novas unidades. Com suas oficinas mecânicas, a Usina tornou-se, praticamente, autossuficiente no suprimento de peças mecânicas das mais variadas, também uma nova e moderna fundição, onde até os tambores de moenda que, a cada dois anos precisavam ser substituídos, eram ali mesmo fundidos, e, em seguida, usinados e eixados. Outra oficina cuidava em atender o material ferroviário da Usina: locomotivas, carros de transporte de cana, carros de inspeção da linha férrea e os da administração. A oficina principal, chamada de oficina geral, servia aos trabalhos de reforma e de manutenção da Usina.

            Na safra de 1960/61, sua produção de açúcar subiu para 937.508 sacos. Continuando, ainda, como a maior de Pernambuco. Na safra 1965/66, a Usina produziu 871.688 sacos. A Usina Catende perdeu a primeira colocação em produção de açúcar na safra 1969/70, quando a Central de Barreiros produziu 1.000.833 sacos, enquanto a Catende produziu 955.502 sacos. Na safra de 1970/71, a Usina Catende produziu 915.451 sacos, vencendo a Central de Barreiros por uma margem de 49 sacos, voltando a ocupar o primeiro lugar.

Em julho de 1973, a Usina foi adquirida por um grupo formado por Rui Carneiro da Cunha (coproprietário da Usina Massauassu), Alfredo Maurício de Lima Fernandes (representando os acionistas que estavam negociando a Usina Mussurepe) e Mário Pinto Campos (representante do Sindicato dos Produtores de Açúcar e Álcool de Pernambuco). Este último, alguns anos depois, vendeu sua parte, na sociedade para Inaldo Pereira Guerra (comerciante de açúcar em Recife e criador de gado no Município de Gravatá).

            Sob a nova direção, a Usina Catende, na safra de 1975/76, produziu 966.550 sacos de açúcar; cinco anos depois, na safra 1980/81, a Usina atingiu a produção de 1.334.130 sacos. Na safra 1983/84, a Usina produziu 1.555.220 sacos. Acima de 1 milhão de sacos de açúcar, 16 usinas ultrapassaram esse nível de produção, sendo que, acima da Usina Catende, se classificaram a Usina Pumaty, com 1.888.100; Petribú, com 1.761.238; Trapiche, com 1.732.361; Olho d’Água, com 1.649.143 sacos;  e Cucaú, com 1.569.230.

Assim como várias usinas do Nordeste, a Catende entrou em crise, junto com o fracasso do Pró-álcool e o fechamento do Instituto do Açúcar e do Álcool (IAA), no final da década de 1980. A situação se agravou em 1993, quando foram demitidos 2.300 trabalhadores dos engenhos. Antes disso, a Usina Catende tinha mudado sua razão social para Companhia Industrial do Nordeste Brasileiro. Continuando a pertencer ao mesmo grupo, tendo, como Diretores-Presidentes Rui Carneiro Cunha, Inaldo Pereira Guerra e Maurício Fernandes; e, como superintendente, Raul Bandeira Fernandes, Diretores-Adjuntos Marcelo de Holanda Guerra, Ricardo de Holanda Guerra, José Henrique Carneiro da Cunha e José Maurício Carneiro da Cunha.

Em 17 de maio de 1995, os trabalhadores solicitaram a falência da Usina. “A falência foi motivada pelas dívidas que a empresa vinha acumulando. Só com tributos federais, estaduais, INSS, FGTS, Banco do Brasil e fornecedores, eram R$ 660 milhões. O passivo trabalhista chegou a R$ 550 milhões. Enquanto isso, o patrimônio da Usina só chegava a R$ 60 milhões.” Os trabalhadores pediram a falência com o objetivo de retirar o controle administrativo dos usineiros, alegando que os mesmos estavam destruindo o patrimônio da Usina. O Banco do Brasil, como maior credor, passou a administrar a massa falida, nomeando o Sr. Mário Borba como síndico. Mas, em pouco tempo, o Banco resolveu renunciar. Mário Borba continuou como síndico, desta vez, nomeado pela Justiça e indicado pelos trabalhadores.

Em 1998, foi criada a Companhia Agrícola Harmonia, hoje denominada “Catende Harmonia”, que, apesar de ter estatuto, ata e registro na Junta Comercial, continuou, apenas, no papel, para, quando fosse encerrado o processo de falência, a Justiça passou o patrimônio à Companhia. Porém, era esta empresa que vinha administrando a Usina. Seu patrimônio envolvia um parque industrial; uma hidroelétrica que gera energia própria; uma olaria; uma marcenaria; 48 engenhos; um hospital; sete açudes e canais de irrigação; 26 mil hectares de terras; uma frota de veículos e implementos, entre tratores, caminhões e enchedeiras; rede ferroviária, à margem da empresa; e uma bacia hidrográfica, com vários rios perenes.

“Os trabalhadores e a administração judicial concluíram a primeira safra superavitária depois da falência, após anos de sacrifícios e dificuldades, em 1999.” Ainda em 1999, a Usina ganhou o “Prêmio Abrinq”, por ter erradicado o trabalho infantil de suas terras. “A safra de 1999/2000, fechou sem dívida e com estoque de 180 mil sacos de açúcar.” A enchente que castigou a Mata Sul, em agosto de 2000, destruiu máquinas e equipamentos da Usina. Em 2002, a Usina sofreu novo prejuízo, desta vez vítima de um incêndio, causado por um curto-circuito. Cerca de 300 trabalhadores que estavam na Usina iniciaram o controle do fogo. As chamas foram apagadas duas horas e meia depois, com a ajuda de 14 homens do Corpo de Bombeiros e dois helicópteros (um dos bombeiros e, outro, da Secretaria de Defesa Social). Foram usados mais de 20 mil litros de água. O fogo destruiu um galpão de 600 metros quadrados, onde estavam quatro geradores.

As dificuldades financeiras, agravadas pela enchente e o incêndio, que juntos deram um prejuízo de, aproximadamente, R$ 11 milhões, fizeram com que a Usina vendesse o açúcar, antecipadamente, aos intermediários (perdendo de 5 a R$ 6 milhões por safra). Em 2002, receberam R$ 17,00, por saca, que entregaram quando o preço de mercado chegou a R$ 53,00. Também foi síndico da Usina Catende, Marivaldo da Silva Andrade, Carlos Antônio Fernandes Ferreira e o atual é José Luiz Lindoso da Silva.

Com as enchentes que atingiram a Mata Sul do Estado de Pernambuco, nos anos de 2010 e 2011, a Usina Catende, também foi vítima da inundação.

Hoje, restam apenas as duas chaminés daquela que já foi a maior usina da América Latina.



              No passado, com o desenvolvimento de Catende, logo se fez necessária a construção de um novo e moderno Cine Teatro. E foi assim que, no dia 2 de setembro de 1958, foi inaugurado, pela Usina Catende S.A., o “Cine Teatro Diamante”, que recebeu este nome em homenagem ao engenho onde o Sr. Antonio Ferreira da Costa Azevedo, iniciou suas atividades profissionais e local de nascimento do seu primeiro filho, João da Costa Azevedo, também primeiro prefeito de Catende. Construído na Praça Costa Azevedo, no local do antigo Catende Hotel, com capacidade para 1.321 espectadores, era equipado com projetores de última geração, importados da Holanda. 

            No dia de sua inauguração, foi exibido o filme “Melodia Imortal”. Tinha uma média anual de 120 sessões e 46.010 espectadores. 

                Foi desativado na década de 1980.

           No dia 27 de novembro de 2000, pela Lei Municipal n. 1.348/2000, o antigo Cine Teatro Diamante, ficou denominado de Centro de Cultura “Romeu Afonso Medeiros”.