BLOCO A MULHER DA SOMBRINHA
Funcionários da Loja do Sr. Benjamim
Foto: https://www.facebook.com/photo/?fbid=7141261259286975&set=g.396483865077603
O bloco teve origem baseado na lenda que uma
jovem loira, muito bonita, vestida de branco e, com uma sombrinha na mão, andava pelas ruas da pequena Catende. Esperando os
operários da Usina Catende quando largavam do turno da meia-noite, e ao vê-la,
os mesmos eram seduzidos e tentavam acompanhá-la. Mas chegando ao portão do
cemitério, a mulher desaparecia. Segundo o ex-prefeito Renato Buarque de Macedo, este fato teria ocorrido com um antigo ferreiro da Usina Catende, José Leandro, durante muitos anos, foi o terror dos operários.
Nos dias que atenceram o carnaval de 1983, o grupo de amigos, liderado por Jorge Benjamim, resolveram transformar a lenda em uma brincadeira para a folia momesca daquele ano. Na confecção da primeira boneca d’A
Mulher da Sombrinha, foi utilizado um mamão verde com uma vela acesa dentro,
para dar forma à cabeça e uma estrutura de madeira em forma de cruz para dar
forma ao corpo, onde foram usados meiões
para fazer os
braços. Quem primeiro carregou a boneca, nos primeiros
anos do bloco, foi Tomires, escolhido após um sorteio (onde todos os papéis
constavam seu nome). E foi assim que saiu do dia 11 para 12 de fevereiro, da Rua Pedro Cássio, próximo ao Colégio “Mendo Sampaio”, a primeira Mulher da
Sombrinha, com seus fundadores: Jorge, Tomires, Fi, Vinho e Inácio e um grupo de aproximadamente dezoito pessoas,
puxado por uma "orquestra" com três componentes: José Vicente no pistão, Bili
no surdo e Nerinha no tarol. Por um tempo, o bloco passou a sair de dentro do Cemitério “Sagrada
Família”.
Com o passar dos anos, o
governo municipal vendo o sucesso que o Bloco conseguiu alcançar,
principalmente no setor do turismo, resolveu assumir a responsabilidade do
evento, inclusive colocando no calendário turístico da Cidade. Hoje, sai à
meia-noite do SAAE, Rua Joaquim de Lima (ao lado do cemitério), no sábado que antecede o carnaval, percorrendo as principais ruas da Cidade. Acompanhado
por pequenos blocos, troças, orquestras de frevo e trios elétricos, ao som de
hino próprio, composto pelo cantor e compositor Marcos Catende.
Como toda
boneca gigante que se preze, “A Mulher da Sombrinha” também tem seu parceiro
para participar da folia, o boneco do operário, representando os operários da
Usina Catende. Apesar de não possuir uma sede, estatuto ou
registro em cartório, é, hoje, a maior atração turística da Cidade, conseguindo
atrair milhares de pessoas. Sendo reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial do Estado de Pernambuco, reconhecido
através do Projeto de Lei apresentado pelo ex-deputado estadual, Henrique Queiroz, resultando na Lei Estadual nº 13.840/2009 de 14 de agosto de 2009, sancionada pelo
Governador Eduardo Campos.
CAPITÃO ZUZINHA
O dia 9 de fevereiro é considerado o dia do frevo, pois foi nesse dia que pela primeira vez apareceu a palavra frevo na imprensa, pelo Jornal Pequeno do Recife, em 1907.
Porém uma curiosidade, deve ser observada, um dos nomes mais importantes da história do frevo, foi o catendense "Capitão Zuzinha", José Lourenço da Silva, nascido no dia 10 de fevereiro de 1889, em Catende. Ele contribuiu com a transformação do gênero musical de maior expressão cultural de Pernambuco.
Segundo o jornalista Mário Melo, foi o Capitão Zuzinha quem construiu a passagem da marcha polca para a marcha frevo, sendo ele considerado o PAI DO FREVO.
BLOCO A FILOPANÇA.
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Se estivesse em atividade, A Filopança, estaria completando em 2024, 90 anos de fundação. Mas, infelizmente, assim como outros blocos catendenses, foi adormecido.
Surgido no carnaval de 1934, por um grupo de rapazes que reuniram-se no Castelo
(prédio onde funcionou a Caixa Econômica Federal), à Rua Bela Aurora, onde
moravam em “república”, saindo em direção à casa de José Soares, com o objetivo
de comer filhó (bolo de farinha de trigo, com cobertura de açúcar).
José de Almeida Lins, mais conhecido como "Zeca Lins", que na época fazia pouco tempo que tinha chegado a Catende,
e na cidade onde morava antes, também existia uma troça que saía com a
finalidade de “comer filhó e encher a pança” nas casas amigas, sugeriu que a
junção das palavras filhó com pança, “filhopança”, desse nome ao novo bloco,
que, para soar melhor, foi denominado Filopança.
Teve, como fundadores, Zeca Lins, Jocelino Ribeiro, Jacques Gonçalves, Samuel
Lira, Aristóteles Soares, Pitágoras Soares, Pelópidas Soares, Paulo Lobo e
Renato Cunha. Durante vários, anos a “Filopança” abriu a semana
pré-carnavalesca de Catende, inicialmente desfilava nas quintas-feiras que
antecediam o carnaval, visitando diversas casas da Cidade.
Posteriormente com
seus encapuzados, trajando mortalhas, desfilava pelas principais ruas de
Catende, exibindo placas de protestos e piadas satirizando os acontecimentos
culturais, sociais e políticos do Município.
Depois de alguns anos sem desfilar,
a Filopança, voltou em 2009, com organização de
Sebastião Luiz da Silva (Tião da Caverna) que estava à frente do Bloco desde
1990. No ano de 2011, o estandarte da Filopança, foi confeccionado e doado por Maria
Lindinalva da Silva. Sua última edição foi em 2014.
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