domingo, 1 de fevereiro de 2026

Primeira Missa e Padre André



Hoje, 1º de fevereiro de 2026, nosso coração católico catendense se enche de gratidão, memória e fé.

Há exatamente 152 anos, neste mesmo dia — e por uma bela coincidência, também em um domingo —, esta terra foi abençoada pela celebração da primeira Santa Missa, realizada no local onde hoje se encontra a Praça de Sant’Ana.

Ali, sob o céu aberto e entre o povo simples e cheio de esperança, o Frei Capuchinho Estevão Maria de Hungria elevou o Corpo e o Sangue de Cristo, reunindo uma multidão que, sem saber, assistia ao nascimento espiritual de Catende. Naquele mesmo dia, aconteceu também a primeira feira, e esta data passou a ser reconhecida como a fundação do povoado, ainda que já houvesse uma povoação anterior e que o Capitão Levino do Rego Barros seja lembrado como seu fundador.

Anos depois, em 26 de julho de 1879, nossa fé se fez ainda mais visível com a inauguração da primeira igreja, celebrada com uma grande procissão vinda da cidade de Palmares. E, em 1918, Catende alcançava a maturidade eclesial ao tornar-se Paróquia, tendo como primeiro pároco o Padre Antônio Silvério Lagreca.

Ao longo de mais de um século, muitos sacerdotes passaram por esta terra, deixando marcas de fé, serviço e amor. Mas hoje, de modo muito especial, nossa memória se volta para um homem que se confundiu com a própria história de Catende: o inesquecível Padre André, cujo 104º aniversário de nascimento celebramos neste mesmo dia.

Nascido em 1º de fevereiro de 1922, na cidade de Rotterdam, na Holanda, Padre André foi ordenado sacerdote em 8 de novembro de 1945. Homem de inteligência brilhante e coração generoso, era poliglota, músico, professor e engenheiro. Mas, acima de tudo, foi um pastor incansável, que amou profundamente esta terra e seu povo.

Foi ele o responsável pela reforma e ampliação da Igreja Matriz de Sant’Ana, da casa paroquial, pela construção da Igreja de São Francisco e do Centro Comunitário, no bairro da Nova Catende — obras que permanecem como sinais concretos de sua visão e dedicação.

Seu talento também ecoou na música e na cultura: é autor da música do Hino Municipal de Catende, do Hino do Colégio Santa Terezinha, da letra do Hino do Colégio Costa Azevedo, da letra e música da Marcha dos Atiradores do Tiro de Guerra 07.012 e do Hino Oficial do XII Congresso Regional das Congregações Marianas do Nordeste, realizado aqui em Catende, em 1996.

Na educação, deixou um legado igualmente grandioso. Foi professor e diretor de diversas escolas da Mata Sul de Pernambuco, entre elas o Colégio Diocesano de Palmares e o Colégio Costa Azevedo, em Catende. Serviu também como secretário municipal de Educação dos municípios de Catende e Tamandaré, sempre com zelo, competência e amor à juventude.

Em reconhecimento a tudo o que realizou, em 28 de novembro de 1970, recebeu, juntamente com o saudoso Padre João, o título de Cidadão Honorário de Catende. Despediu-se desta terra em 1º de março de 2001, mas jamais saiu da memória e do coração do povo.

Padre André faleceu em 28 de julho de 2005, no Recife, onde repousa no túmulo da Congregação do Sagrado Coração de Jesus, no Cemitério da Várzea. Seu nome segue vivo em duas escolas que o homenageiam: uma no Engenho São José da Prata, em Catende, e outra no Presídio de Palmares — símbolos de que sua missão ultrapassou muros e gerações.

Por tudo o que realizou ao longo de mais de trinta anos entre nós, por sua fé, seu serviço, sua inteligência e, sobretudo, por seu amor a Catende, elevamos hoje uma prece de gratidão.

Com emoção, respeito e saudade, digamos juntos, do fundo do coração: MUITO OBRIGADO, PADRE ANDRÉ

 

 

Catende, 1º de fevereiro de 2026

Eduardo Menezes


 

15 comentários:

Anônimo disse...

Que história linda! Amo saber a história de nossa cidade!

Anônimo disse...

Parabéns Eduardo por trazer à memória da nossa cidade e da nossa fé! Que mais pessoas saibam da nossa fé tão antiga e tão nova!

Anônimo disse...

Emocionante ! Lindooo, Parabéns primo!

Anônimo disse...

Emocionante saber histórias de catende, da nossa gente. Não deixe nossa história esquecida Eduardo, precisamos de alguém/alguns que façam a história sobreviver até que um dia se pense na cultura própria de catende em todos os aspectos, fazendo com que se deixe de vivenciar o tempo todo a cultura de outros povos.

Anônimo disse...

Parabéns 👏🏽👏🏽👏🏽uma belíssima história,um grande legado 👏🏽👏🏽👏🏽Saudoso Padre André Albert Coopman

Anônimo disse...

Lindo e cheio de lembranças!

Anônimo disse...

PARABENS ao padre e ao resgate desta história 👏👏👏👏

Anônimo disse...

Parabéns meu amigo,pelo belíssimo trabalho de pesquisador e escritor !!!!

Anônimo disse...

Belo e importante registro histórico, Eduardo.

Fazes um bem inestimável que nem imaginas. Continue, amigo.

Anônimo disse...

PARABENS MEU AMIGO EDUARDO MENEZES
POR ESTE RESGATE, O QUE FOI E REPRESENTARÁ SEMPRE O NOSSO NOBRE
PADRE E PROFESSOR ' PADRE ANDRE '

MUITO OBRIGADO PADRE ANDRE.

Anônimo disse...

Fato Histórico Parabéns

Anônimo disse...

Belíssimo trabalho👏👏parabéns Eduardo!

Anônimo disse...

Oo

Anônimo disse...

Belíssima história 👏🏽

Anônimo disse...

Uma linda história!!!
Parabéns.